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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

20 anos da Queda do Muro de Berlim


Depois de quase 30 anos o muro de Berlim veio a baixo. A expressão de liberdade completa 20 anos hoje: 20 da queda do Muro da Vergonha.
Há 20 anos familiares e amigos puderam em fim se abraçar e se encontrar. O povo pôde festejar! Atravessar finalmente em segurança uma linha que delimitava a vida ou a perseguição, a morte, o tiro a queima roupa. Há exatos 20 anos e 1 dia a última pessoa morreu por tentar atravessar essa ‘fronteira’.
A unificação da Alemanha e dos seus dois governos políticos inimigos. De um lado a repressão socialista do outro o capitalismo. Quem diria que em algum momento o Capitalismo é a melhor solução?




terça-feira, 3 de novembro de 2009

40 anos de internet. E como estamos?



Desde a Arpanet (1969) até hoje, a internet cresceu e se modificou. As formas de fruição do meio se ampliaram e a web, como conhecemos hoje, se transformou em uma grande casa; onde a aérea física é irrelevante, as paredes não existem e os laços se ampliaram e se reforçaram.
O projeto passou do militar, para o acadêmico e (talvez) para o comercial. Hoje a vida virtual é uma opção, e que quem a imerge dificilmente se arrepende ou se encontra só. A internet trouxe finalmente o que chamaram a muito tempo de Globalização. Amigos a redor do mundo são normais agora, em sua cartela de contatos seguem desde seu vizinho até o japonesinho que você conheceu no chat. E o mais engraçado, muitas vezes os mais distantes são os mais próximos em laço, os mais amigos e os mais confiáveis (ou não).
O espaço físico se encurtou e o tempo se alterou. Hoje o espaço é ilusório, imperceptível e insignificante. A informação navega em tempo real. E a comunicação foi ampliada, e o sentido de comunicar foi modificado e re-significado.
Nade de novo, para nós, eu sei! Mas é importante, às vezes refletirmos como tudo era feito. E como uma primeira mensagem transmitida há 40 anos, modificou o nosso jeito, o nosso meio e a nossa sociedade. Criou uma nova geração (Y), criou um novo sistemas de relacionamento, ampliou nosso autoconhecimento, e nos possibilitou entender nosso lugar no mundo e acima de tudo na nossa vida; aproximou os desejos/sonhos e exibiu um caminho.
Muitas pessoas falam que a internet distorceu o ‘mar-de-informação’ que temos hoje – muita informação: superficial -, mas é isso mesmo? É a internet o grande monstro da história? O homem faz suas escolhas, antes você tinha uma mar-de-livros na biblioteca (e ainda tem), isso tornava cada livro superficial? Ou é da sua própria escolha, se aprofundar ou não?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Despindo


Naquele momento único,
Onde me encontro em pensamentos,
Sinto que estou viva, porque meus sentimentos fluem,
Meu rosto cora, eu sinto a pele aquecendo e o sangue correndo.

É uma tensão atordoante, enquanto ele me olha
E vou tirando cada peça do meu corpo.
Vou me despindo, me descobrindo.
Eu o sinto ainda mais ansioso.

A ansiedade me consome,
O nervosismo me desconcerta.
Eu dou mais um passo rumo ao interior
E mais uma vez me desnudo.

Ele me olha com seus olhos em chamas
E me pergunta:
“Tem certeza que não tem mais nada de metal...
...Okay! Atrás da faixa amarela”
E finalmente eu adentro ao banco.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Costelas em risco



Está completamente enganado quem pensa que a multidão acima é um show de superstar internacional na sua única apresentação no continente.

Não! Não! Não! Está é nossa famosa estação da Sé, em mais um de seus dias de 2009. Aí está a Sé, por que não pude tirar uma foto de como estava o Brás essa manhã. Um formigueiro de pessoas. É um absurdo! Acreditem ou não dois corpos conseguem ocupar o mesmo espaço todas as manhãs nos trens da linha Calmon Viana.

Expansão SP??? Baléla! O estado e a prefeitura gastam milhares de reais em publicidade enquanto as necessidades essências são tratadas como triviais! E corrijam-me as boas-almas se já não consta como pronta a estação Penha da CPTM, essa mesma que a obra nem ao menos foi começada!

Vamos colocar nosso nariz de palhaço e no fazer de felizes porque pintaram uma dúzia de trens! Eu quero mesmo é conforto e bem estar, e pago por isso... Desafio o Kassab e seus comparsas a sobreviverem um dia no trajeto que faço da minha casa até o trabalho no horário de pico; aqueles pilantras com papel higiênico aveludado não suportariam nem um dia nessa rotina!

Mas quem sou eu? Se não só mais uma cidadã que paga o salário desses salafrarios!

E é claro que eles querem tirar os fretados das ruas! Querem dobrar o transito, ou piorar a situação do transporte público (esse que já é uma merda).

Desculpe-me, mas em vez de colocar mais uma carinha bonita e sorrindo falando que a prefeitura faz muito na TV Globo, nos jornais, em cartazes e panfletos, peguem essa merda de dinheiro e invistam no que a população quer, por que nós não nos transportamos em papeis bem impressos que em dez minutos vão para o lixo!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ponto




De conto em conto eu aumento um ponto, dois pontos do mesmo conto.
A vida é uma história a ser contada, criada e aumentada. Em cada segundo um ato, ato de um momento inusitado, sentido, movido, perdido (ou não). Sonhando com a política bem leita, com mídia bem feita... de cada pessoa um ato, de um momento inusitado mais um ponto no nosso conto.
A razão é individual, o coletivo é infinito e dual. É criado, desenhado com diversos traços; a sociedade é apenas mensuração de um desejo da nação, essa mesmo que não faz nada por um sonho.
De cada ponto do conto do ato de um sonho existe alguém que vive por um segundo, faz estudo do minuto do abalo dessa nossa narração.
A sociedade é apenas uma miragem de pessoas meramente integradas singulares, sem motivação, sem noção, sem compaixão. Falando sozinhas, vivendo sozinhas, andando sozinhas, morando sozinhas, morrendo sozinhas.
Somos todos um, num mundo capitalista fritando como batatas frita. Somos isso, somos nós, no nosso conto abalando um ponto, movendo um sonho finito, iludido, corrompido. Somos nós, somos isso algo finito, mensurável; iludidos com a falsa idéia de coletivo do ponto midiático do conto; somos transmutáveis, manipuláveis... somos só um ponto do conto, esse mesmo substituível.
Porque? Por que é isso que nos tornamos: alienados, perdidos, conformados, iludidos. Alguém cansa de sonhar, quando o ponto do conto é subtraído, por que o conto é mesmo não importando o ponto. Os pontos são os mesmos, assim mesmo iguais, invariáveis... são dura ilusão, movido por tudo menos pela razão.